segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Das Manifestações Visuais


100. De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes, sem contestação
possível, são aquelas por meio das quais os Espíritos se tornam visíveis. Pela explicação
deste fenômeno se verá que ele não é mais sobrenatural do que os outros. Vamos
apresentar primeiramente as respostas que os Espíritos deram acerca do assunto:


21ª Como pode o Espírito fazer-se visível?
"O princípio é o mesmo de todas as manifestações, reside nas propriedades do
perispírito, que pode sofrer diversas modificações, ao sabor do Espírito."

22ª Pode o Espírito propriamente  dito fazer-se visível, ou só o pode com o
auxílio do perispírito?
"No estado material em que vos achais, só com o auxílio de seus invólucros
semimateriais podem os Espíritos manifestar-se. Esse invólucro é o intermediário por
meio do qual eles atuam sobre os vossos sentidos. Sob esse envoltório é que aparecem,
às vezes, com uma forma humana, ou com outra qualquer, seja nos sonhos, seja no
estado de vigília, assim em plena luz, como na obscuridade."

23ª Poder-se-á dizer que é pela condensação do fluido do perispírito que o
Espírito se torna visível?
"Condensação não é o termo. Essa palavra apenas pode ser usada para
estabelecer uma comparação, que vos faculte compreender o fenômeno, porquanto não
há realmente condensação. Pela combinação dos fluidos, o perispírito toma uma disposição
especial, sem analogia para vós outros, disposição que o torna perceptível."

26ª De que depende, para o homem, a faculdade de ver os Espíritos, em estado
de vigília?
"Depende da organização física. Reside na maior ou menor facilidade que tem o
fluido do vidente para se combinar com o do Espírito. Assim, não basta que o Espírito
queira mostrar-se, é preciso também que encontre a necessária aptidão na pessoa a
quem deseje fazer-se visível."

a) Pode essa faculdade desenvolver-se pelo exercício?
"Pode, como todas as outras faculdades; mas, pertence ao número daquelas com
relação às quais é melhor que se espere o desenvolvimento natural, do que provocá-lo,
para não sobreexcitar a imaginação. A de ver os Espíritos, em geral e permanentemente,
constitui uma faculdade excepcional e não está nas condições normais do homem."

Do livro: O Livro dos Médiuns, Allan Kardec


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