No intercâmbio espiritual, encontramos vasto grupo de companheiros, carecedores de
especial atenção — os médiuns iniciante.
Muitas vezes, fascinados pelo entusiasmo excessivo, diante do impacto das revelações
espirituais que os visitam de jato, solicitam o entendimento e o apoio dos irmãos
experimentados, para que não se percam, através de engodos brilhantes.
Induzamo-los a reconhecer que estamos todos à frente dos Espíritos generosos e sábios,
à feição de cooperadores, perante autoridades de serviço, que nos esperam o concurso
eficiente e espontâneo.
Não nos compete avançar sem a devida preparação, conquanto supervisionados por
mentores respeitáveis e competentes.
Tanto quanto para nós, para cada médium urge o dever de estudar para discernir, e
trabalhar para merecer.
Tão-só porque os seareiros da mediunidade revelem facilidades para a transmissão de
observações e mensagens, isso não exime da responsabilidade na apresentação,
condução e aplicação dos assuntos de que se tornam intérpretes. Indispensável se
capacitem de que a morte não altera a personalidade humana, de modo fundamental.
Acesso à esfera dos seres desencarnados, ainda jungidos ao plano físico, é semelhante
ao ingresso em praça pública da própria Terra, onde enxameiam Inteligências de todos os
tipos.
Admitido a construções de ordem superior, o médium é convidado ao discernimento e à
disciplina, para que se lhe aclarem e aprimorem as faculdades, cabendo-lhe afastar-se do
<<tudo querer>> e do <<tudo fazer>> a que somos impelidos, nós todos, quando imaturos
na vida, pelos que se afazem à rebeldia e à perturbação.
Ajudemos os médiuns iniciantes a perceber que na mediunidade, como em qualquer outra
atividade terrestre, não há conhecimento real onde o tempo não consagrou a
aprendizagem, e que todos os encargos são nobres onde a luz da caridade preside as
realizações. Para esse fim, conduzamo-los a se esclarecerem nos princípios salutares e libertadores
da Doutrina Espírita.
Médiuns para fenômenos surgem de toda parte e de todas as posições. Médiuns para a
edificação do aprimoramento e da felicidade, entre as criaturas, são apenas aqueles que
se fazem autênticos servidores da Humanidade.
Do livro: Estude e Viva, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
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