domingo, 13 de novembro de 2011

Perante a Mediunidade


Reprimir qualquer iniciativa  tendente a assinalar a mediuni-
dade, o médium ou os fatos mediúnicos como extraordinários ou
místicos.
O intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o mé-
dium é um ser humano como qualquer outro.
*
Certificar-se de que o exercício natural da mediunidade não
exime o médium da obrigação de viver profissão honesta na soci-
edade a que pertence.
Não pode haver assistência digna onde não há dever digna-
mente cumprido.
*
Precaver-se contra as petições inadequadas junto à mediuni-
dade.
Os médiuns são companheiros comuns que devem viver nor-
malmente as experiências e as provas que lhes cabem.

*
Por nenhuma razão elogiar o medianeiro pelos resultados ob-
tidos através dele, lembrando-se que é sempre possível agradecer
sem lisonjear.
Para nós, todo o bem puro e nobre procede de Jesus-Cristo,
nosso Mestre e Senhor.
*
Ainda mesmo premido por extensas dificuldades, colocar o
exercício da mediunidade acima dos eventos efêmeros e limitados

que varrem constantemente os panoramas sociais e religiosos da
Terra.
A mediunidade nunca será talento para ser enterrado no solo
do comodismo.
*
Conversar sobre fenômenos mediúnicos e princípios espíritas
apenas em ambientes receptivos.
Há terrenos que ainda não estão amanhados para a semeadu-
ra.
*
Prosseguir sem vacilações no consolo e no esclarecimento das
almas, esquecendo espinheiros e pedras do vale humano, para
conquistar a luz da imortalidade que fulgura nos cimos da vida.
Desenvolver-se alguém mediunicamente, a bem do próximo,
é ascender em espiritualidade.
*
“E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu
espírito derramarei sobre toda carne.”
(Atos, capítulo 2, versículo 17.)

Do livro: Conduta Espírita, Waldo Vieira


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